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O Batismo

Postado por Pe Moacir Ramos Nogueira em 31/dez/2016 - Sem Comentários

Na definição que o Código dá, diz-se que o batismo “só se administra validamente pela ablução com água verdadeira, juntamente com a devida forma verbal” (cân. 849).

Água verdadeira quer dizer que se deve usar água e não outro líquido, como já aconteceu em tempos passados. Numa resposta do papa ao arcebispo da Noruega, Thorias de Trondheim, a 1º de março de 1206, ele afirma que não se podem considerar como batizadas as crianças que, chegadas à iminência da morte, por falta de água e pela ausência de sacerdote, foram “batizadas” passando-se saliva na cabeça, no peito e entre as omoplatas delas (cf. Denzinger-Hünermann, 787). Em uma resposta a outro arcebispo da Noruega, Sigurd de Trondheim, aos 8 de julho de 1241, o papa afirma que não se pode considerar como batizadas as crianças que receberam o batismo com cerveja, mesmo que isso tenha acontecido por causa da falta de água (cf. Denzinger-Hünermann, 829).

O cân. 853 afirma que “a água a ser utilizada na administração do batismo, exceto em caso de necessidade, deve ser benzida segundo as prescrições dos livros litúrgicos”. No “Ritual do Batismo de Crianças”, temos uma indicação mais clara a esse respeito. O Ritual, nas suas “observações preliminares gerais”, n. 21, pede que “se a consagração da água foi feita na Vigília Pascal, seja conservada, se possível para todo o Tempo Pascal e usada para afirmar mais fortemente a necessária relação com o mistério pascal. É de se desejar que, fora do tempo pascal, se benza a água para cada batizado, para que, pelas palavras da consagração, se manifeste, de cada vez, com toda a clareza, o mistério de salvação, que a Igreja relembra e proclama”.

O sacramento do batismo é conferido por meio da ablução com água. A palavra batismo está ligada à ideia de imersão na água, banho, purificação. A ablução, porém, pode ser feita de formas diversas. O cân. 854 afirma que o batismo pode ser conferido por imersão ou infusão, observando-se as prescrições da Conferência dos Bispos. A esse respeito, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) deu a seguinte norma: “Entre nós continua a praxe de batizar por infusão; no entanto, permite-se o batismo por imersão, onde houver condições adequadas, a critério do Bispo diocesano” (Legislação complementar ao Código de Direito Canônico). Embora a imersão completa da pessoa que vai ser batizada, seja mais apta para significar a purificação total e a ressurreição em Cristo, a Igreja, no decorrer dos tempos, passou a admitir a infusão, ou seja, o gesto de derramar água na cabeça do batizando por três vezes. Portanto, a infusão é o mais comum entre nós. O batismo por aspersão, admitido pelo Código de 1917 (cf. cân. 758), foi abolido no atual Código.

A devida forma verbal, à qual se refere o cân. 849, são as palavras essenciais usadas no sacramento. Essas palavras se encontram nos livros rituais e, de acordo com a tradição latina, apoiada no Evangelho (cf. Mt 28, 19), as palavras são as seguintes: “N., eu te batizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Por isso, a Igreja Católica coloca em dúvida o batismo realizado em algumas Igrejas ou grupos protestantes, que batizam “em nome do Senhor Jesus”. Assim, se uma pessoa batizada com essa forma verbal vem para a Igreja Católica, deve ser batizada novamente sob condição.

Pe. Agrimaldo José Teixeira – Vigário Paroquial da Catedral