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É Pelos Olhos Que Entra a Educação

Postado por Pe Moacir Ramos Nogueira em 30/dez/2016 - Sem Comentários

Pe. Demerval Alves Botelho, SDN.

São João Paulo II dizia que a família é o santuário da vida. E poderíamos acrescentar: É também a fonte do amor, da bondade, da ternura e de tantos outros valores humanos e cristãos que unem os corações e formam a Igreja doméstica.

Igreja é o lugar privilegiado para se educar para a fé, o amor e o perdão, bem como  para a vivência de outros valores que visam à formação do homem perfeito em Jesus Cristo, e não só para a formação do caráter e da personalidade.

Os pais são, portanto, não apenas os educadores na dimensão humana, mas também os catequistas natos de seus filhos. Porém, eles os educam, não é tanto pela sua cultura, pelos seus bons conselhos e suas palavras bonitas, mas, sobretudo, pelo seu testemunho de vida.

Há pais, que ensinam  coisas lindas sobre a religião,  a família, a retidão de vida, os bons costumes, mas, pelo seu contra testemunho, destroem tudo o que ensinam. Vivem em conflito, desentendendo-se, brigando e derramando sua bílis sobre os filhos, esbravejando com eles, e até batendo; não rezam e não ensinam os filhos a rezar; não, frequentam a igreja e não se incomodam com a catequese dos filhos. E vai por aí afora.

O que pensar de uma família, quando os filhos dizem: O papai mais a mamãe não combinam de jeito nenhum. Vivem discutindo e brigando. Parecem cachorro e gato. O papai é gozado. Diz que a gente tem que rezar, mas ele mesmo não reza, hora nenhuma. Vive falando que a gente não pode perder missa aos domingos, mas ele mesmo nem os pés bota lá na igreja. A mamãe não é também lá muito de reza, nada, e nem de missa.

É o tal caso: Pais desajustados, filhos difíceis e problemáticos; pais sem temor de Deus, filhos sem religião; pais desonestos, filhos mentirosos; pais autoritários e severos, sempre proibindo e repreendendo, filhos hipócritas e fingidos; pais que criam os filhos sem afeto, tudo na base do grito, da repreensão, da imposição e de ameaças, filhos difíceis, malcriados e revoltados. Têm medo dos pais, mas amor a eles, não.

E o que dizer dos pais separados e dos filhos crescendo sem carinho e sem o aconchego de um lar? Assim a família se torna uma escola de desamor e vira, na prática, uma chocadeira elétrica. Esses filhos, que não receberam o carinho paterno e materno, são frios e sem afetividade. Acabam, em geral, trilhando os caminhos da vida fácil, ou da bebida e da prostituição,  ou da violência, das drogas e do crime.

O filósofo francês, Jean-Jacques Rousseau dizia com muito acerto: “O homem nasce bom, a sociedade o perverte.”

De fato. Com quem a criança aprende a ser maliciosa, fingida e desonesta? Com quem ela aprende a mentir e a não ter prática religiosa? Com os grandes. E quase sempre com os de casa, a começar dos próprios pais e dos irmãos mais velhos, que dão o péssimo mau exemplo em tudo isso.

O menino pequeno foi dizer à sua mãe: Mamãe, a D. Margarida está aí, e quer falar coma senhora. A mãe, não  querendo  receber a visita inoportuna, manda o filho dizer-lhe:  Fale com ela que eu não estou em casa. O filho vai, inocentemente,  dizer: D. Margarida, a mamãe mandou dizer pra a senhora que ela não está em casa, não.

Arrematando. Como é inteiramente diferente, quando os filhos dizem: Como o papai e mamãe se gostam um do outro! Como eles gostam de nós e nos tratam com tanto carinho! Como eles gostam de rezar e nos ensinam a rezar, e  não perdem nada na igreja! Eles nunca nos mandam ir à missa. Mas eles nos dizem: Meus filhos, vamos à missa! E lá vamos todos nós juntos, bem alegres, e eles, na frente.

Qual a conclusão? . . . A boa educação entra pelos olhos, e não pelos ouvidos. O que os filhos veem, sobretudo nos pais, é o que os marca, não tanto o que ouvem deles.