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O Meu Casamento Foi Uma Bênção

Postado por Pe Moacir Ramos Nogueira em 30/dez/2016 - Sem Comentários

                                                 Pe. Demerval Alves Botelho, SDN.

Quem acertou no casamento, poderá dizer: Acho que estamos entre as famílias mais felizes e realizadas de nossa rua, de nosso bairro e de nossa cidade. Quem passar diante de nossa casa, pode dizer:  Aqui mora uma família abençoada e feliz! E é bem verdade, pois somos um casal bem ajustado e os nossos filhos são uma bênção do Céu.

Minha cara metade não é um beldade, mas garanto, é uma criatura de alma linda e de um coração do tamanho do mundo. Conheço-a, desde a minha adolescência. No começo, eu a tinha apenas como uma boa colega de escola e de igreja. Não tinha por ela nenhuma afeição amorosa. Éramos apenas bons colegas e amigos.

No dia-a-dia, fui percebendo que ela possuía muitas qualidades de alma, de caráter, de personalidade, era uma boa filha, garota sempre disponível para servir, muito educada, estudiosa e dedicada às coisas da Igreja.

Vi nela uma alma gêmea, o meu “outro eu”. Ela é, de fato, o meu “outro eu”, e sinto que sou a mesma coisa para ela. Por isso, nasceu entre nós uma afeição diferente que nos foi preparando para o casamento e, um dia,  nos levou ao altar

Quando vamos descobrindo coisas boas e bonitas na pessoa, que nos cativou o coração, o nosso amor por ela vai crescendo cada vez mais. Justamente o que acontecia com o casal de Nazaré. S. José, cada dia, descobria uma coisa nova e bonita em Maria, e ela, nele. Com essas descobertas, o amor, o respeito e a admiração de um pelo outro iam só crescendo.

Além do mais, fizemos como os noivos de Caná. Não nos esquecemos de convidar Jesus e Maria para o nosso casamento. Por isso, nunca faltou em nosso lar o vinho do afeto, da ternura, da bondade, do diálogo, do perdão. Já pensaram se Jesus e Maria não tivessem sido convidados para aquela festa de casamento em Caná da Galileia, qual não seria o vexame sem tamanho que aquela família iria passar?

Tanto eu, como a minha cara metade, nos casamos com a pessoa certa e com toda ela – com suas qualidades, suas riquezas de a alma, limitações e defeitos.

O nosso “outro eu” é como a rosa. Por mais bonita e perfumada que seja, tem espinhos. Eles fazem parte dela. Por causa da rosa, não ligamos para os espinhos. Santo Agostinho nos anima com suas sábias palavras: “Onde se ama, não se sofre. E se há sofrimento, esse sofrimento se transforma em amor.”

Por causa dos espinhos, não jogamos a rosa fora. Pomo-la na jarra mais bonita, que temos, e a colocamos sobre a mesinha da sala de visitas para enfeitar e ser admirada.

Não é bem verdade o que diz o povo:  “Por causa do santo, a gente beija as pedras? E também os devotos de São Jorge não falam: “Por causa de S. Jorge, a gente beija a ferradura de seu cavalo?”  É assim que se procede, quando se ama de verdade.

Ainda. Casamento é uma questão de complementariedade. Pelo matrimônio, o esposo assume o compromisso amoroso de complementar a esposa, e ela, a ele, no que lhes falta. As boas qualidades os estimulam a amar cada vez mais, e os defeitos depuram, provam e comprovam o amor conjugal.

Não queremos dizer que navegamos num mar de rosas. Temos também os nossos desencontros, os nossos aborrecimentos, os nossos nervosismos .Mas com uma  troca  de  olhar, um  sorriso  e  um  beijo, fica  tudo  resolvido, voltamos às boas e

vamos dormir, sentindo uma coisa boa no coração, e despertamos felizes da vida.