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Fui Sem Sorte no Casamento

Postado por Pe Moacir Ramos Nogueira em 30/dez/2016 - Sem Comentários

                                       Pe. Demerval Alves Botelo, SDN.

Nos dois artigos anteriores, falei dos motivos que levam o casamento ao fracasso: Casar-se com a pessoa errada, casar-se visando a interesses pessoais, casar-se por paixão, afinal casar-se apenas com o corpo do fulano ou da fulana.

Há ainda outro motivo muito sério que merece consideração: Sabe qual é? Casar-se com o rosto da pessoa. Encanta-se com a beleza do rosto, muitas vezes, sustentada à custa de cosméticos e com os recursos da maquiagem, e parte para o casamento.

Há certas belezuras que são apenas de vitrine, de amostra grátis e não passam de miragem. Há também os e as que se encantam com a beleza dos olhos, com o sorriso brejeiro, com os cabelos sedosos do Príncipe encantado ou da Bela adormecida. Atraem, seduzem, iludem e não trazem felicidade.

Aquela garota, ou aquele cara, tem um semblante cativante, um olhar sedutor e lábios em formato de flor, um andar elegante e o meu coração não agüenta.

Pode acontecer que, atrás destes atrativos sedutores, estejam uma alma vazia, ausência de qualidades morais e espirituais, ilusão, enganação, tapeação, quando não um mau caráter, uma personalidade doentia, um cara ou uma cara ”fora do prumo”.

Estão lembrados daquele programa do SBT, apresentado com muito profissionalismo e graça, pelo Sílvio Santos: Quer namorar comigo?  – Depois vem a Eliana com outro: Rola ou enrola?  No fundo, é farinha do mesmo saco. Só mudou o rótulo, pois só serve mesmo para enrolar.

Umas moças bem maquiadas com requinte sedutor à procura de seu príncipe encantado ou de um novo amor. Aparecem os candidatos. Um de cada vez. Estampa de  artista de novela, ostentando aquele glamour e masculinismo  que enlouquece qualquer donzela. Sempre fascina uma delas que levanta logo a tabuleta: “Eu quero”, e vai, toda faceira, esbanjando elegância, dando e vendendo sorriso,  colocar no peito do cara um adesivo com o seu nome. Amor à primeira vista, vai dizer toda feliz.

Isto não é amor nem aqui e nem no “País das Maravilhas”, de Monteiro Lobato. Paixonite aguda, sim. Amor enlatado. Artificialismo puro. É o que diz o provérbio antigo: Por fora bela aparência, por dentro pão bolorento.

Amor que não foi cultivado e com o qual não se gastou tempo, não oferece garantia. “O Pequeno Príncipe” fala com muita sabedoria: “Foi o tempo que gastei com a minha rosa que a tornou tão importante para mim.” (sic) – O mesmo acontece com esses amores de Internet que têm tido um fim trágico.

E quando o namoro e  noivado são na base do “ficar”?  Isto é um tipo de paganismo. Antecipa-se tudo, inclusive as alegrias dos esponsais, esvaziando, assim, o sentido do casamento. Não venha pra cá com essa, não: Foi por amor que nós antecipamos as coisas. Eh? . . . Por amor, uma ova. Foi por paixão, e paixão desenfreada.

Quem ama de verdade, sabe respeitar e esperar o tempo de florir. Desse jeito, para onde vai aquela “novidade” que os nubentes deveriam levar para iniciar a nova vida? Desta maneira, casando-se, o marido não vai ter esposa. Vai ter simplesmente mulher. E a mulher, o que ela vai ter? . . .

Depois, quer que o casamento dê certo. Só por milagre. Mas Deus não vai ficar fazendo milagre, a torto e a direito, para consertar trem errado de quem profanou uma coisa tão bonita e tão santa instituída por Ele.

Aí,  quando  cair na  real, vêm  a  desilusão, o arrependimento, a decepção E vai dizer o infeliz, ou a desiludia: E agora, como vou arranjar?  É muito simples.  Quem mandou você ter tido o namoro e o noivado que teve, e casar-se com a belezura e a elegância dele ou dela? Agora, só ha um jeito: Entre para o Clube dos Arrependidos. Nele há sempre vaga. E boa sorte! . . ..