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O GRITO DO AMOR, CATEDRAL EM ORAÇÃO

Postado por Pe Moacyr Ramos Nogueira em 10/abr/2018 - Sem Comentários

Conta-nos a história da Diocese e de Caratinga que a partir de 1860 o padre Maximiano João da Cruz, primeiro vigário de Caratinga, percebendo que a Capelinha de São João Batista se tornara pequena pelo grande número de fiéis, viu a necessidade de construir uma Igreja maior para atender os habitantes da cidade que crescia.

Criou-se uma comissão e ficou decidido que a nova Igreja Matriz seria construída no Largo da Barreira, hoje, Praça Cesário Alvim. Em 1873 foi instalada a Paróquia São João Batista e, em 1915 a criação da Diocese. A cidade cresceu e desenvolveu em torno da Igreja Matriz São João Batista.

A partir de 1930 Monsenhor Aristides Marques da Rocha, conhecido como  “Monstro Sagrado da Fé”  pela grande devoção que tinha à Nossa Senhora do Rosário, deu início a construção da magestosa Catedral de São João Batista, a Casa-Mãe da Diocese. Afirmamos que esta área sempre pertenceu a nossa Catedral.

Hoje, desejam apoderar injustamente do espaço onde é utilizado pela Catedral que tem a posse desde 20/junho/1880 quando formou-se a comissão segundo o historiador Lázaro do Val, citado no livro  “Diocese de Caratinga – Documentos para sua História 1840-1920”, autor padre Othon Fernandes Loures, pag. 60.

Este fato nos entristesse e nos magoa, porque conhecemos a história de nossa Paróquia e de nossa cidade que foi escolhida para ser a sede do bispado pela religiosidade de seu povo.

À frente de nossa Paróquia o Pe. Moacir Ramos Nogueira, realizou um Movimento de Oração pela praça da Catedral com a finalidade de resolver o impasse com sabedoria e discernimento, na paz e o reconhecimento do direito de nossa Igreja na área que domina há mais de um século e, que tão bem faz a nossa cidade.

Primeiro dia – realizou-se a Via-sacra no Jardim das Palmeiras, lembrando o sofrimento de Jesus, subindo o Monte Calvário, sendo injustiçado e torturado pelos algozes. Hoje, também nós sofremos, porque estamos privados de usarmos a nossa praça como sempre foi usada. É o drama dos doentes e idosos que não podem caminhar até a Igreja.

Segundo dia – rezamos terço com muita fé e, com a presença marcante do querido Monsenhor Raul Mota de Oliveira, Pároco Emérito da Catedral e o Pe. Moacir.

É-me impossível expressar a fé, confiança, piedade, devoção, ardor e fervor do povo de nossa cidade, pedindo a Deus a solução do problema que atinge os paroquianos. Vestidos com a camisa  “Catedral em Oração”, rezamos e clamamos justiça.

Terceiro dia – é tempo quaresmal e tivemos a pregação para meditarmos as 7 dores de Nossa Senhora. Sacerdotes das Paróquias da cidade relataram as dores da Mãe de Jesus, que presenciou o sofrimento de seu filho e, o mesmo venceu a morte. Momentos de reflexão e solidariedade dos pregadores a nossa Paróquia.

Hoje, sentimos as dores e o sofrimento dos paroquianos que não podem frequentar a Igreja e, por isso, não podemos deixar que as pedras portuguesas gritem prejudicando o próximo, tirando a liberdade dos doentes e idosos, porque  “em Cristo somos mais que vencedores”.

É preciso abrandar os nossos corações para que possamos transformar o mundo mais humano, justo e fraterno.

Que o  GRITO DO AMOR, CATEDRAL EM ORAÇÃO, seja o prenúncio da paz na força da oração, porque temos  “fé, esperança e confiança em Deus misericordioso”.

Dora Bomfim Pereira do Vale