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A Eucaristia

Postado por Pe Moacyr Ramos Nogueira em 01/ago/2017 - Sem Comentários

O cânon 924 afirma: “§1. O sacrossanto Sacrifício eucarístico deve ser oferecido com pão e vinho, e a este se deve misturar um pouco de água. §2. O pão deve ser só de trigo e feito recentemente, de modo que não haja perigo de deterioração. §3. O vinho deve ser natural, do fruto da videira, e não deteriorado”. Portanto, a matéria do sacramento da Eucaristia são o pão e o vinho.

O pão deve ser feito de trigo e normalmente o pão é ázimo, segundo antiga tradição da Igreja (cf. cân. 926). Os judeus usavam o pão sem fermento na celebração da Páscoa e, Jesus, ao celebrar a última Ceia com os seus apóstolos, teria usado o pão ázimo. Por isso, a Igreja, desde os primeiros séculos, utiliza o pão sem fermento na celebração da Eucaristia.

Quanto ao vinho, deve ser de uva, tendo sofrido o processo natural de fermentação. Não é matéria válida da Eucaristia outra bebida alcoólica, como aguardente, licores. Ao vinho se acrescenta um pouco de água, lembrando a prática judaica de fazer essa mistura. Para os cristãos essa mistura significa a união entre a natureza humana e a natureza divina de Cristo; e também entre as nossas oferendas materiais e a oferenda espiritual de Jesus.

Existem fiéis que têm o problema da intolerância ao glúten e os sacerdotes que não podem tomar vinho. A Congregação para a Doutrina da Fé deu uma resposta sobre o problema da intolerância ao glúten, dizendo que “pode ser consagrada a hóstia feita com uma quantidade mínima de glúten, suficiente para se obter a panificação, sem acréscimo de substâncias estranhas, e confeccionada de tal modo a não desnaturar a substância do pão”. Uma hóstia totalmente sem glúten não pode ser usada. Como alternativa, os fiéis podem receber a comunhão só sob a espécie do vinho. No caso de sacerdotes com problema de alcoolismo, os Ordinários podem permitir o uso do mosto (suco de uva não fermentado). Os candidatos ao sacerdócio que têm intolerância ao glúten ou sofrem de alcoolismo não podem ser admitidos ao sacerdócio, por causa da centralidade da Eucaristia na vida dos sacerdotes.

A forma da Eucaristia é constituída pelas palavras usadas por Jesus na última Ceia com os seus apóstolos (cf. Mt 26, 26-28; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19-20; 1Cor 11, 23-25), e que se encontram no Missal Romano, dentro das diversas orações eucarísticas. A Igreja exige que as palavras da consagração sejam pronunciadas dentro da celebração eucarística, formando parte de todo um conjunto, todo um rito, no qual se destacam a Mesa da Palavra e a Mesa da Eucaristia, com os ritos iniciais, o anúncio da Palavra de Deus, o oferecimento dos dons humanos da Igreja e a grande oração de louvor ou oração eucarística, em que estão incluídas a epiclese (invocação do Espírito Santo) e a anamnese (lembrança de todo o mistério de Cristo e da Igreja), e depois a comunhão e a ação de graças. Sendo assim, não é permitido consagrar o pão e o vinho fora da missa; nem se permite consagrar uma matéria sem a outra (cf. cân. 927).

Pe. Agrimaldo José Teixeira – Vigário Paroquial