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UM POUCO DA HISTORIA DE NOSSA CATEDRAL SÃO JOÃO BATISTA

Em 1880, iniciou a construção da Praça Cesário Alvim, que antes de ser construída era denominada como “Largo da Barreira”. Com o crescimento populacional da cidade, os fiéis sentiram a necessidade de uma igreja maior, foi então que a comunidade com a ajuda do Monsenhor Aristides da Rocha iniciou a construção da Catedral de São João Batista que foi inaugurada em 1930. O Largo da Barreira ou “jardim das palmeiras” recebeu o nome de Praça Cesário Alvim em homenagem ao Presidente de Minas Gerais, criador do município de Caratinga em (06 de fevereiro de 1890), Dr. José Cesário de Faria Alvim.

Hoje o Conjunto Arquitetônico e Urbanístico da Praça Cesário Alvim, justifica-se por ser palco de importantes exemplares arquitetônicos do início do século XX, como a Catedral de São João Batista, construída em 1930, o Coreto do jardim obra de Oscar Niemayer construído em 1980, o Palácio do Bispo, Escola Estadual Princesa Isabel e como pano de fundo a Pedra Itaúna.
 
CATEDRAL DE SÃO JOÃO BATISTA - I 
 
Por Dora Bomfim Pereira do Vale
 "Se o Senhor não edificar a Sua casa em vão hão de trabalhar aqueles que a edificam." Sl. 126. Na década de 20 era bispo de Caratinga Dom Carloto Fernandes da Silva Távora ( Bispo Missionário) e vigário geral Monsenhor Aristides Marques da Rocha, que sonhava em construir a majestosa Catedral de São João Batista. Monsenhor Rocha era um sacerdote autêntico, trabalhador, dinâmico, um entusiasta e desafiava a todos na construção de igrejas. Em 15 de agosto de 1930 ocorreu solenemente o lançamento da pedra fundamental da nova Catedral, no dia da Assunção de Nossa Senhora. Portanto, essa é a data oficial que deu início a construção da belíssima Igreja - Catedral. Com o lançamento da pedra fundamental, uma construção arrojada tendo à frente Monsenhor Aristides Marques da Rocha e o arquiteto-construtor Antônio d'Ercole, italiano, residente em Ponte Nova. A obra teve a duração de quatro anos, e, veio embelezar a praça Cesário Alvim tendo ao fundo a pedra Itaúna, formando com o Jardim das Palmeiras (plantadas por Joaquim Monteiro de Abreu) o belíssimo conjunto arquitetônico, o mais bonito de Minas Gerais. Em estilo neo-gótico a Igreja-Mãe da Diocese de Caratinga chama a atenção de todos pela beleza, sendo o verdadeiro cartão-postal da cidade.
 
 
 
 
CATEDRAL SÃO JOÃO BATISTA - II
 
Por Dora Bomfim Pereira do Vale
 
Em 15 de agosto de 1932 às 10 horas houve a missa na nova Igreja e, em seguida a bênção da cumieira, ocasião em que falou o orador oficial e redator do jornal "O Município" Prof. Colombo Etienne Arreguy e o padre José Paula. Após a missa inicia-se o funcionamento das barraquinhas. A primeira delas recebe o nome de "Caratinga", a segunda de "Monte Líbano" e a terceira "Muriaé". A cidade vibrava e reinava o grande entusiasmo da população pelos festejos, esperando-se um grande número de visitantes dos distritos para dar mais brilho às festas em benefício da Catedral.
 
Promovido pelo Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, através de sua diretora D. Isabel Vieira, às 8 horas da noite no Cine Teatro Caratinga um sessão teatral em benefício da Catedral. Foram levados à cena dramas, comédias e interessante monólogos. Trabalharam gentis amadoras e foi um grande sucesso.
 
 A colônia síria da cidade promoveu em benefício da Catedral um animado "picnic" na fazenda do Sr. Antônio Salim. Protetores da barraquinha "Monte Líbano" Sr. Antônio Salim e esposa foram pródigos em gentilezas para com todos que compareceram à sua fazenda.
 
Ainda, tomaram parte na cerimônia o Pe. Júlio Maria (fundador do jornal "O Lutador"), Pe. José de Paula, Pe. Horácio Marques da Rocha (irmão de Monsenhor Rocha)  e Pe. José Arantes. Monsenhor Rocha, como vigário geral, promoveu na Catedral as Santas Missões pregadas pelo Pe. Júlio Maria.
 
As festividades da bênção da cumieira ultrapassaram a expectativa. A "Dança dos Cablocos", o "Congado", a "Lyra Carlos Gomes" e uma possante vitrola instalada na barraquinha Muriaé realizou-se o baile e dois animados saraus dançantes no Cine Caratinga e em casa do Major Etienne Arreguy onde predominou a cordialidade.  Monsenhor Rocha encontrou o auxílio da população para a realização do ideal em que se achava empenhado. Objetivo: a construção da Catedral.
 
CATEDRAL SÃO JOÃO BATISTA - III
 
Por Dora Bomfim Pereira do Vale
 
As barraquinhas Caratinga ( patrono o Sr. Bering), Muriaé (patrono Prof. Colombo)  e Monte Líbano (patrono o Sr. Rachid Augusto), apresentaram uma renda fabulosa conforme o boletim publicado por Monsenhor Rocha e o tesoureiro farmacêutico Francisco Bering  -  12:288$800. Monsenhor Rocha manifesta  o seu reconhecimento ao povo de Caratinga e a todo o município, pois, apesar das dificuldades do momento e a boa vontade dos paroquianos o humilde vigário conclamava a todos para o bom êxito da magnífica  e surpreendente obra.
 
No dia 15 de agosto de 1933 foi inaugurada a torre da Catedral colocando-se solenemente, por essa ocasião o custoso relógio, oferta dos cavalheiros Srs. José Dattoli Júnior, João Campos Coutinho, Benjamin Soares de Azevedo, Major Etienne Arreguy, Antônio Salim, Dr. Edmundo Lima, Antônio de Almeida, Camargo Teixeira e Cia e João da Silva Carneiro. Este relógio que ainda se encontra na torre da Catedral trabalha até os nossos dias.
 
Monsenhor Rocha já havia feito muito na construção da Catedral, mas, as despesas consumiam de cinco a seis contos de réis por mês e uma despesa semanal de um conto de réis a mais, com a finalidade de fazer frente ao material empregado na construção, pagamento aos operários da equipe da Catedral. A construção se levantava cada vez mais para os céus, como se fosse um hino em ação de graças, mas, ainda faltava muito para terminar a majestosa Catedral.
 
Monsenhor Rocha com sua humildade, coragem, fé e esperança fazia um apelo a todos os corações bons e generosos, porque  não podia parar a obra, caso contrário seria retroceder. Pedia aos fazendeiros o café, a madeira que tanto necessitava, ia ao encontro dos amigos e sempre acreditou nas bênçãos de Deus e a proteção de Nossa Senhora do Rosário, que a Catedral seria uma realidade para a glória de Caratinga.
 
 
 

CATEDRAL SÃO JOÃO BATISTA - IV
 
Por Dora Bomfim Pereira do Vale
Com a morte de Dom Carloto Fernandes da Silva Távora, Monsenhor Rocha torna-se o Vigário Capitular da Diocese no período "Sede vacante" que foi de 27 de novembro de 1933 a 6 de janeiro de 1935. Mas, seu trabalho não parou, seus compromissos eram diversos, honrosos e espinhosos, mas, conquistou em cada habitante da terra um amigo e admirador sincero.
 
Assume a Diocese de Caratinga Dom José Maria Parreira Lara, o "Bispo da Caridade", pois, visitava todos os enfermos e os ajudava. Observando o esforço de Monsenhor Rocha na construção da Catedral, Dom Lara ofereceu o automóvel de seu uso, lindo e novo carro, que custou 22 contos de réis, que foi vendido por meio de tômbola em benefício das referidas obras. Embora, Monsenhor Rocha tenha conseguido erguer a monumental Catedral num período de 4 anos, a dívida da construção já se encontrava no valor de 76:486$200. A atitude de Dom Lara recebe o nome de "Gesto altruístico".
 
Em 14 de abril de 1935 - Domingo de Ramos -  às 10 horas teve início a solenidade da bênção da Catedral Diocesana. Com a presença de sacerdotes, e as exigências do ritual, Dom Lara benzeu o suntuosos Templo, exaltando o trabalho, o esforço de Monsenhor Rocha, proclamando a mais bela Catedral dando 4 vivas pela bênção do novo Templo: 
1 - viva a Nosso Senhor Jesus Cristo;
2 - a Nossa Senhora da Conceição;
3 - a São João Baptista;
4 - a Monsenhor Rocha, vivas entusiasticamente respondidos pelo povo, cuja Catedral era repleta de fieis. Em seguida a solene missa cantada pela Schola Cantorum Nossa Senhora Auxiliadora, regente D. Isabel Vieira, assistida oficialmente por Dom Lara.
 
 Em 21 de abril de 1935 - Domingo de Páscoa  -  às 8 horas o início da Sagração do Altar-Mor da Catedral. Foi uma solenidade importante e empolgante, e os que assistiram contaram que era difícil descrever pela emoção. (Coube às Filhas de Maria doar o Altar-Mor. Minha mãe Mirandolina Bomfim Pereira entregou a primeira contribuição com ajuda de amigos, o valor de 25$000 - 25 contos de réis - e recebeu das mãos de Monsenhor Rocha um crucifixo que conservo até hoje, guardando-o com muito respeito e carinho.
 
Em 30 de abril de 1935 tivemos na suntuosa Catedral as Santas Missões pregadas pelos Padres Redentoristas, estando a nossa Igreja sempre repleta de fieis para ouvirem a palavra de Deus, pregada pelos semeadores do bem.
 
Em 12 de maio de 1935 a tômbola do automóvel, presente doado por Dom Lara em benefício das obras da Catedral, ficou avençado que o sorteio seria pela centena final da Loteria Federal de São João, a extrair-se no dia 24 de junho de 1935.
 
Para alegria dos caratinguenses o número contemplado na Loteria Federal de São João foi 399 do automóvel doado por Dom José Maria Parreira Lara. Somente a autoridade Diocesana em 24 de junho de 1935 lembrou que São João é o Padroeiro da Cidade, do Município, da Comarca e da Diocese, por isso uma das características das obras do Monsenhor Rocha era colocar a imagem do santo padroeiro em sua torre. 
 
"Na cidade se perguntava porque não respeitar este dia santificando-o e declarando-o feriado." Esse foi o apelo às autoridades civis e religiosas pleiteada por Pedro Anastácio Barbosa (pseudônimo do jornalista Leonel Fontoura de Oliveira). As festas continuavam e o mês de Maria era coroado de toda pompa tendo à frente a professora D.Isabel Vieira e sempre com o mesmo objetivo: o término de nossa Catedral.
 
A Catedral foi sede das Santas Missões Libanesas pregadas pelo Pe. Wakim Hiamim, da Congregação de São João Maron ( Pe. Maronita) a convite dos libaneses residentes em nossa cidade.
 
CATEDRAL SÃO JOÃO BATISTA - V
 
Por Dora Bomfim Pereira do Vale
 
 Em abril de 1936 tivemos em Caratinga a primeira Semana Eucarística  celebrada na Catedral e foi a verdadeira demonstração de fé, a religiosidade de nosso povo. Essa Semana Eucarística foi a preparação para o Congresso Eucarístico que se realizaria em setembro, em Belo Horizonte, e em homenagem  ao jubileu sacerdotal de Dom José Maria Parreira Lara.
 
Foram notáveis conferências proferidas por oradores sacros e por inteligentes senhoras e senhoritas de nossa terra, destacando-se o valor e a profundeza de cada conferência. Entre os conferencistas: Monsenhor Rocha, Dr. Salathiel de Rezende Fernandes, professora Glorinha Rocha, Monsenhor João de Barros, srta. Maria Sant'Anna, Dr. Eurico Ladeira Loures, professor Colombo Arreguy, Pe. José Paulo, Dr. Francisco Martins Soares, D. Isabel Vieira, Pe. Álvaro Corrêa Borges, professor Hildeberto Lyra de Arruda, professora Maria Assis, Clérigo José Rocha de Castro, Dr. Pedro Mourão, professora Nícia Meira, Pe. Antônio Rossi, Dr. Eupídio Mairink da Silveira, professora Consuelo Mourão. As conferências realizadas calaram fundo no coração de todos que participaram dessa preparação para o Congresso em Belo Horizonte e a grande massa popular que enchia a Catedral demonstrava a sua religiosidade.
 
Na Catedral realizou-se a festa de Santa Teresinha em 4 de outubro de 1936 liderada por Elci de Lourdes Arreguy em homenagem a pura e Santa Virgem do Carmelo. Nesse dia inaugurou em um dos altares da Catedral de nossa Diocese, uma imagem da santinha, onde foram nomeados paraninfos para as solenidades e a bênção da imagem para entronização no altar. A novena iniciou-se em 24 de setembro de 1936 antecedendo a entronização.  A imagem da "Santinha das Rosas" conserva-se até hoje na Catedral.
 
CATEDRAL SÃO JOÃO BATISTA - VI
Por Dora Bomfim Pereira do Vale
Em abril de 1936 tivemos em Caratinga a primeira Semana Eucarística  celebrada na Catedral e foi a verdadeira demonstração de fé, a religiosidade de nosso povo. Essa Semana Eucarística foi a preparação para o Congresso Eucarístico que se realizaria em setembro, em Belo Horizonte, e em homenagem  ao jubileu sacerdotal de Dom José Maria Parreira Lara.
 
Foram notáveis conferências proferidas por oradores sacros e por inteligentes senhoras e senhoritas de nossa terra, destacando-se o valor e a profundeza de cada conferência.
 
Entre os conferencistas: Monsenhor Rocha, Dr. Salathiel de Rezende Fernandes, professora Glorinha Rocha, Monsenhor João de Barros, srta. Maria Sant'Anna, Dr. Eurico Ladeira Loures, professor Colombo Arreguy, Pe. José Paulo, Dr. Francisco Martins Soares, D. Isabel Vieira, Pe. Álvaro Corrêa Borges, professor Hildeberto Lyra de Arruda, professora Maria Assis, Clérigo José Rocha de Castro, Dr. Pedro Mourão, professora Nícia Meira, Pe. Antônio Rossi, Dr. Eupídio Mairink da Silveira, professora Consuelo Mourão. As conferências realizadas calaram fundo no coração de todos que participaram dessa preparação para o Congresso em Belo Horizonte e a grande massa popular que enchia a Catedral demonstrava a sua religiosidade.
 
Na Catedral realizou-se a festa de Santa Teresinha em 4 de outubro de 1936 liderada por Elci de Lourdes Arreguy em homenagem a pura e Santa Virgem do Carmelo. Nesse dia inaugurou em um dos altares da Catedral de nossa Diocese, uma imagem da santinha, onde foram nomeados paraninfos para as solenidades e a bênção da imagem para entronização no altar. A novena iniciou-se em 24 de setembro de 1936 antecedendo a entronização.  A imagem da "Santinha das Rosas" conserva-se até hoje na Catedral.
 
 
CATEDRAL SÃO JOÃO BATISTA - VII
Por Dora Bomfim Pereira do Vale
 
As cerimônias da Semana Santa na Catedral sempre foram revestidas de muito entusiasmo, de muita espiritualidade levando a população a participar com muita fé. Cerimônias marcantes antes do Concílio Vaticano II como o Ofício das Trevas tinha a participação de todos.
 
O dia da instituição da Eucaristia (quinta-feira santa) a sagração dos santos óleos, enfim a participação constante do povo religioso de nossa terra. Na sexta-feira santa predominava entre os católicos o jejum e a abstinência de carne e todos queriam ouvir o canto da Paixão, o sermão da Agonia, o sermão das Lágrimas pregados pelo Monsenhor João de Barros e Monsenhor Rocha.
 
Acompanhar todas as cerimônias era o compromisso de todos os católicos ao som de nossa Banda de Música pelas ruas da cidade. Enfim, sempre predominou na Catedral todas as cerimônias de destaque da nossa Diocese.
 
Ainda, na sexta feira-santa, ao som da matraca, o povo se reunia antes da procissão para a cerimônia dos pré-santificados, pela manhã. Ouvia-se o canto da Paixão, sempre à frente Monsenhor Rocha como celebrante. A adoração da cruz seguindo-se imediatamente a procissão do S.S. do altar da exposição para o altar-mor. À 1 hora da tarde todos na catedral para ouvir do grande pregador Monsenhor João de Barros o Sermão da Agonia e às 7 horas da noite saía da Catedral a solene procissão do enterro e ao recolher-se ouvia-se o Sermão das Lágrimas proferido por Monsenhor Rocha.
 
Era comemorado às 9 horas da manhã o Sábado da Aleluia (hoje à noite) com a bênção do fogo, água e incenso. Profecias e bênção da fonte batismal. A seguir a missa solene cantada, o canto de Aleluia. Às 6:30 da tarde, a coroação da imagem de Nossa Senhora e o sermão do Pe. Raimundo Bruno.
 
No domingo da Ressurreição, às 4 horas da madrugada, a soleníssima procissão do Santíssimo Sacramento, comemorando a Redenção e ao entrar na Catedral, soleníssimo pontifical pelo Sr. Bispo Diocesano, pregando o Evangelho, Monsenhor Rocha. Às 10 horas celebração de outra missa, com cantos mais comuns e às 6:30 da tarde, o Te deum (louvor em ação de graças).
 
 
CATEDRAL SÃO JOÃO BATISTA - VIII
Por Dora Bomfim Pereira do Vale
 
A Catedral sempre passou por pequenas reformas para a sua conservação.  Quando era pároco da Catedral o Pe. Geraldo Magela do Carmo, a paroquiana Mirandolina Bomfim Pereira iniciou uma campanha para a compra de um pequeno órgão elétrico recebendo o apoio e a contribuição das amigas do Rio de Janeiro Albertina Mascarenhas Valier e Lourdes Mascarenhas Valier, quando adquiriram o órgão que teve grande durabilidade. 
 
A grande reforma veio quando era pároco da Catedral Monsenhor Raul Mota de Oliveira, sacerdote de uma dedicação tocante, às fronteiras da abnegação, de coração puro, virtuoso, criterioso, humilde e a honestidade de seus sentimentos prevalece em um homem santo, privilegiado pela sabedoria,  tornando a Catedral ainda mais nobre e exuberante.
 
Chama a atenção a pintura no interior da igreja feita pelo Pe. Lázaro Aparecido Diogo, tornando-a mais linda, mais encantadora, distinguindo-a das demais igrejas pelo trabalho artístico e sensibiliza a todos que a visitam, porque Monsenhor Raul também colocou fé, esperança e amor na "Grande Obra". Destaco no teto da Catedral a pintura do rosto de minha filha Maria Flávia Bomfim Pereira do Vale, pintada pelo Pe. Lázaro que baseou na roda de Santa Catarina de Alexandria.
 
 
Na Catedral foram colocados vitrais (vitral da língua francesa "vitrail", é um tipo de vidraça composta por pedaços de vidros coloridos).
 
 
Durante a grande reforma a paróquia da Catedral adquiriu em 10 de dezembro de 1998 um órgão eletrônico italiano instalado em 4 de dezembro de 1998, vindo diretamente da Itália. Dotado de 3 teclados, possui som de órgão de tubos, implantado por computadores. No dia 5 de dezembro de 1998 o órgão foi tocado pelo Pe. Lázaro Aparecido Diogo, o mesmo autor dos magníficos painéis artísticos que embelezam a Catedral.
 
A capela da Catedral de São João Batista passou também pela reforma e é inconfundível pela sua simplicidade e sempre se encontra repleta de fieis que a todo momento vêem glorificar, refletir, louvar e agradecer ao nosso Criador.
 
Agradecemos ao Monsenhor Raul Mota de Oliveira pelo seu empenho na reforma da nossa Catedral que trabalhou desde reforma do teto ao piso, bancos, portas, sacristia, armários, construindo a cripta atrás do altar-mor, onde se encontram enterrados os bispos Dom Carloto Fernandes da Silva Távora, Dom José Maria Parreira Lara, Dom João Baptista Cavati, Dom José Eugênio Corrêa, Dom Hélio Gonçalves Heleno e Monsenhor Aristides Marques da Rocha, o idealizador da Igreja-Mãe da Diocese.
 
 
 
 

Papa Francisco: 

No dia 13 de março de 2013 o Cardeal Jorge Mario Bergoglio foi anunciado Papa da Igreja Católica. Ele escolheu o nome Francisco. Escolheu o nome do santo de Assis com a ajuda do Cardeal brasileiro, dom Cláudio Hummes. No momento que a votação começava a dar sinais de que seria eleito Papa, dom Cláudio Hummes, disse: “Não se esqueça dos pobres”.  O então, Cardeal Bergoglio, guardou no coração a palavra do amigo brasileiro e tomou para si o nome de Francisco.   

A trajetória 

O Papa Francisco nasceu em Buenos Aires na Argentina no dia 17 de dezembro de 1936. Assumiu a missão de Papa da Igreja Católica aos 76 anos. É o primeiro Papa latino-americano. É sacerdote da Companhia de Jesus, conhecidos como Jesuítas. Desde 1998, ocupava a função de arcebispo de Buenos Aires. Estudou e se diplomou como técnico químico. Ingressou no seminário de Villa Devoto e em 11 de março de 1958 e começou o noviciado na Ordem dos Jesuítas. Em 1960, obteve a licenciatura em Filosofia no Colégio Máximo São José, em San Miguel. De 1967 a 1970 cursou Teologia no Colégio Máximo de San Miguel. Foi ordenado sacerdote no dia 13 de dezembro de 1969, pelas mãos de Dom Ramón José Castellano. Foi ordenado bispo no dia 27 de junho de 1992, pelas mãos de dom Antonio Quarracino, dom Mario José Serra e dom Eduardo Vicente Mirás. O Papa Francisco é um homem de hábitos comuns e de imenso apreço pelos pobres. Foi criado cardeal no consistório de 21 de fevereiro de 2001, presidido por João Paulo II, recebendo o título de cardeal-presbítero de São Roberto Bellarmino. Na Santa Sé ocupou diversos cargos. Membro da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, da Congregação para o Clero, da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica; do Pontifício Conselho para a Família e da Pontifícia Comissão para a América Latina. O Papa Francisco é um homem de hábitos comuns e de imenso apreço pelos pobres. Ao falar sobre a escolha do seu nome enfatizou que queria uma “Igreja pobre e para os pobres!” “(...) Francisco é o homem da paz. E assim surgiu o nome no meu coração: Francisco de Assis. Para mim, é o homem da pobreza, o homem da paz, o homem que ama e preserva a criação; neste tempo, também a nossa relação com a criação não é muito boa, pois não? [Francisco] é o homem que nos dá este espírito de paz, o homem pobre... Ah, como eu queria uma Igreja pobre e para os pobres!”. Ao assumir o Ministério Petrino no dia 19 de março de 2013, dia da solenidade de São José, Patrono da Igreja Universal, disse que o Papa está a serviço dos pobres e mais humildes. “Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afeto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos”.      

Bispo Diocesano: Dom Emanuel Messias de Oliveira

Nosso bispo, Dom Emanuel Messias de Oliveira, é mineiro da cidade de Salinas. Nasceu no dia 22 de abril de 1948. Criado numa família simples e muito religiosa, é o 3º filho do casal Deoclides e Maria Angélica, tendo mais sete irmãos. Por ordem de nascimento, seus irmãos são: Djalma e Wilson (já falecidos), Clarice, Geraldo, Amintas, Carlos, Maria de Fátima e Renato (estes dois últimos, adotivos).

Na casa de Emanuel era costume a reza do terço, com direito de abrir boca na hora de rezar. Era só começar a rezar que os irmãos começavam a abrir boca. Sua mãe rezava muito e desejava muito um filho padre. Quando ainda criança, com a idade de cinco para seis anos, sua família mudou-se para Governador Valadares. Em Valadares a vida não foi fácil. O pai, com muito trabalho, sustentava a numerosa família puxando toras da fazenda de seu irmão. Emanuel mesmo vendia jiló do quintal para ajudar nas despesas de casa. As coisas começaram a melhorar quando seu pai vendeu o caminhão e colocou uma padaria. Mais uma vez a família se unia para ajudar. Na padaria, por muitas vezes, Emanuel chegou a entregar pão naquelas bicicletas de carga com uma cestona na frente. Inclusive em suas férias como seminarista. Com a graça de Deus, os negócios prosperaram. A padaria chegou a ter 25 Kombis, distribuindo pão para cem cidades ao redor de Valadares e uma Scania para transportar trigo. A vocação apareceu desde cedo. Ainda criança, brincava de celebrar missa. Aos 11 anos resolveu ir para o seminário. Chamou um amigo e vizinho, Júlio César Nogueira Barbosa da Gama, e foram conversar com Dom Hermínio Malzone Hugo (na época, bispo de Valadares). Chegaram diante de D. Hermínio e manifestaram o desejo de ser padre. Dom Hermínio, após ouvir atentamente o pedido, sabiamente ponderou: “Então busquem a mãe de vocês para conversarmos, porque vocês são muito pequenos”. Assim, em 1960, Emanuel ingressa no seminário em Valadares, que ficava na casa do bispo. No outro ano, ficou externo, isto é, voltou para sua casa, continuando a estudar no Ginásio Ibituruna. Em 63, abriu-se o seminário em Valadares, lugar que hoje se chama CENTREL (Centro de Treinamento de Líderes). Com 16 anos, foi para o Seminário Menor de Mariana, de 1963 a 1965. Lá fez o quarto, quinto e sexto ano. O curso era uma espécie de curso clássico e chamava-se “Humanidades”. No Seminário Maior, também em Mariana, fez a Filosofia, de 66 a 68. Em 69, começou a Teologia e, no segundo semestre, conseguiu uma bolsa através de um amigo, Monsenhor Eustáquio, e foi estudar em Roma, onde ficou por seis anos. Lá fez Teologia, na Universidade Gregoriana, e Mestrado em Exegese Bíblica, no Instituto Bíblico.  Terminou seus estudos em novembro de 1975. Voltou para o Brasil e, em 4 de fevereiro de 1976, foi ordenado na igreja de Lourdes, em Valadares. Depois de ordenado, Pe. Emanuel foi designado como vigário paroquial da Ilha dos Araújos, assessorando o pároco, padre Henrique, um holandês, 40 anos mais velho do que ele. Nessa época também começou a lecionar Bíblia no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, em Caratinga. Depois de seis anos, em 1981, com a morte de padre Henrique, ficou como pároco daquela mesma paróquia. Exerceu essa função por 17 anos. Então, num sábado, pela manhã, é chamado à cúria por Dom José Heleno (então bispo de Governador Valadares e irmão de Dom Hélio) e recebe a notícia de que fora indicado para ser bispo. Pe. Emanuel fica transtornado com a informação e procura seus diretores espirituais para se orientar. Eram eles: Pe. Pedro, de Governador Valadares; e Pe. Levy, de Caratinga. Seus diretores espirituais o animaram a aceitar. Assim, quando o Núncio Apostólico telefonou para convidá-lo a ser bispo de Guanhães, Pe. Emanuel aceitou. Sua sagração episcopal ocorreu em 19 de abril de 1998, num estádio de Valadares, com a presença de cerca de 25 mil pessoas.  Sua posse em Guanhães foi em 17 de maio do mesmo ano. Foi bispo dessa diocese por 13 anos. Foi então que, em 26 de janeiro de 2011, recebeu uma ligação do Núncio dando-lhe a notícia de que o Santo Padre, Bento XVI, queria que fosse o novo bispo de Caratinga. Dom Emanuel aceitou esta nova missão. A diocese preparou um tríduo para todas as comunidades preparando a sua chegada. Tomou posse em nossa diocese no dia 20 de maio deste mesmo ano.

 

EXPLICAÇÃO DO BRASÃO DE

DOM EMANUEL MESSIAS DE OLIVEIRA

O escudo está apresentado por apenas um campo chapado em vermelho, cor que representa a obrigação que aquele que a usa, em suas armas, tem em defender e socorrer os injustamente oprimidos. No centro do escudo, em prata, estão a ovelha e o cajado do pastor. Na cor prata estão simbolizadas a esperança e a luz que o novo bispo busca em Cristo, ao mesmo tempo, cordeiro e pastor, para sustentar o seu lema: “A SERVIÇO DA MISERICÓRDIA”. A ovelha, devido à sua candura e tolerância, é símbolo de mansidão e pureza de coração, qualidades que devem ser aprofundadas por aqueles que desejam estar a serviço da Misericórdia, a exemplo de Cristo, que num gesto de amor misericordioso, acolhe a missão que o Pai lhe confiou. Representa, também, os fiéis que serão acolhidos no serviço misericordioso do Bispo, Pastor da Igreja Particular. O cajado, símbolo do Pastor, é imagem do Cristo BOM PASTOR, figura paternal vigilante e protetora que congrega, sem distinção, todas as ovelhas e defende principalmente os injustamente oprimidos. Nos símbolos da ovelha e do cajado está a imagem do Cristo, AQUELE que soube verdadeiramente servir e ser misericordioso e é o fundamento do desejo de dom Emanuel Messias estar “A SERVIÇO DA MISERICÓRDIA”. Na parte de trás do escudo, a cruz em ouro, cor que significa amor e autoridade. Encimando o escudo, o chapéu prelatício verde com três borlas de cada lado.    

Pároco da Catedral:

Padre Moacir Ramos Nogueira, nasceu em Mutum/MG, aos 08 de abril de 1979. É filho de José Roberto Ramos e Luzia Nogueira da Silva Ramos.  Seus irmãos: Cláudio Roberto Ramos, Marilza Nogueira Ramos, Marilda Nogueira Ramos e Laíz Nogueira Ramos. Entrou para o Seminário Menor da Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora no ano de 2000, indo naquele ano residir na casa do Noviciada São José em Matozinhos/MG. De 2001-2003 residiu no Seminário Apostólico de Manhumirim/MG, onde cursou o ensino médio na Escola Municipal Drª Maria da Conceição e Colégio Santa Teresinha. Fez o curso de filosofia (Bacharelado e Licenciatura) entre os anos de 2004-2006 no (ISTA) Instituto Santo Tomás de Aquino em Belo Horizonte/MG, onde residiu neste perídio. Entrou para o Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, da diocese de Caratinga em 2007, onde concluiu os estudos teológicos em dezembro de 2010. Recebeu o ministério de leitor no dia 18 de outubro de 2009 e o ministério de acólito, no dia 25 de abril de 2010, de Dom Hélio Gonçalves Heleno na Catedral de São João Batista. Fez estágio pastoral na Paróquia Santa Efigênia em Córrego Novo/MG no ano de 2007. Na Paróquia Santo Antônio de Pádua em Santo Antônio do Manhuaçu/MG em 2008 e 2009. Na Paróquia São Sebastião em Inhapim/MG no ano de 2010. Foi ordenado diácono no dia 08 de dezembro de 2010, no Santuário de Adoração Perpétua em Caratinga/MG por Dom Hélio Gonçalves Heleno. Exerceu o ministério diaconal na paróquia Nossa Senhora da Conceição, também em Caratinga com o Pe. Humberto Boreli. Pela imposição das mãos e prece de ordenação de Dom Emanuel Messias de Oliveira, 6º bispo diocesano de Caratinga, foi ordenado padre em sua cidade natal, Mutum/MG, no dia 20 de agosto de 2011. E no mesmo dia foi designado vigário paroquial da paróquia Santo Estêvão em Iapu/MG e São João Batista em São João do Oriente/MG, onde chegou em 10 de setembro de 2011 permanecendo até janeiro de 2012 na função de vigário paroquial das duas paroquias com o Pe. Eguinaldo Mendes. Foi nomeado pároco da Paróquia Santo Estêvão em Iapu/MG e tomou posse a 19 de fevereiro de 2012, permaneceu na função até 03 de janeiro de 2016. Foi Coordenador Diocesano do Setor Juventude de fevereiro de 2012 a dezembro de 2014. Foi nomeado Pároco da Paróquia São João Batista/Catedral de Caratinga onde tomou posse a 16 de janeiro de 2016 em missa solene presidida por Dom Emanuel Messias de Oliveira, bispo diocesano. Além da função de pároco da Catedral, atualmente Pe. Moacir exerce a função de Assessor diocesano de Comunicação com provisão de 05 de maio de 2016 e a função de Vigário Forâneo da Forania de Caratinga com provisão de 23 de junho de 2016.    

Vigários da Catedral: 

1. Padre José Raul dos Santos, nasceu no dia 01 de setembro de 1953, na cidade de Jequeri, Minas Gerais. Filho de Antônio Raimundo de Oliveira e Amélia Pedro dos Santos. foi ordenado presbítero no dia 31 de janeiro de 1982, no distrito de Taruaçu, capela da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Dom Cavati, Minas Gerais. Cursou Filosofia e Teologia, no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, Diocese de Caratinga. Concomitantemente ao curso de Filosofia, cursou a graduação também em Caratinga, com licenciatura plena, habilitado em Administração Escolar e Orientação Educacional. É Pós-Graduado em Psicologia Educacional e Ciências da Religião. Atuou como presbítero nas seguintes paróquias: Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Caratinga, como Vigário Paroquial; Administrador Paroquial, na Paróquia Santa Bárbara, em Santa Bárbara do Leste, Pároco, na Paróquia São Sebastião, em São Sebastião do Sacramento, Manhuaçu; Pároco, na Paróquia Divino Espírito Santo, em Divino; Administrador Paroquial, na Paróquia Santa Rita de Cássia, em Santa Rita de Minas; Administrador Paroquial, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Entre Folhas; Pároco, na Paróquia Santo Antônio, em Ipanema; Pároco, na Paróquia Santa Helena, em Caputira; Pároco, no Santuário do Senhor Bom Jesus, em Bom Jesus do Galho; Administrador Paroquial, na Paróquia de São João Batista, em São João do Oriente; Atualmente Vigário Paroquial da Paróquia São João Batista, Catedral Diocesana e Administrador Paroquial da Paróquia de São Francisco de Assis, em Vermelho Velho, Raul Soares, Minas Gerais. Na missão presbiteral, atuou como professor de Psicologia Educacional e Ética Filosófica, no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário; e também como Diretor Espiritual e Diretor de Estudos. Atualmente atua como Diretor Espiritual e Diretor de Estudos no Seminário Propedêutico São José, em Ubaporanga. Atuou como professor de Introdução à Filosofia, Filosofia da Educação, Ética e Filosofia da Religião no Centro Universitário de Caratinga, (UNEC) por um período de 14 anos consecutivos. Também atuou no Estado como Pedagogo e Professor no Ensino Religioso. Atualmente é membro da Assembleia da Fundação Educacional de Caratinga.   2. Padre Agrimaldo José Teixeira, Nasceu em Imbé de Minas, aos 27 de outubro de 1973. Na época, Imbé pertencia ao município de Caratinga. Quando ainda era criança, sua família se mudou para S. Paulo, ficando lá durante oito anos. Depois voltou para Imbé, onde sua mãe vive até hoje. O pai já é falecido. Sua caminhada vocacional começou no final de 1988, quando fez um encontro no Seminário Diocesano e o Reitor, Mons. Levy de Paula Figueira, pediu que ele fosse morar na Comunidade Vocacional, em Carangola, onde Pe. Paulo Mendes Peixoto (atualmente Arcebispo de Uberaba, MG) era Pároco. Naquele tempo, não havia o segundo grau (ensino médio) em Imbé. Por isso, era necessário sair para continuar os estudos. Ficou três anos em Carangola, de 1989 a 1991. Depois entrou para o Seminário Diocesano, em fevereiro de 1992. Lá permaneceu por sete anos e cursou Filosofia (1992-1994) e Teologia (1995-1998). Foi ordenado Diácono aos 3 de janeiro de 1999, na Catedral, por D. Hélio Gonçalves Heleno, então Bispo Diocesano, e fez seu estágio pastoral na Paróquia S. Domingos de Gusmão, em Ubaporanga, MG, de fevereiro a setembro de 1999. Foi ordenado sacerdote no dia 10 de outubro de 1999, em Imbé, também por D. Hélio. Na época, Pe. Joaquim Calais trabalhava em Imbé e foi ele quem preparou a ordenação, juntamente com os paroquianos. Depois de ordenado, D. Hélio o enviou para a Paróquia Santa Luzia, em Carangola, MG, como Vigário Paroquial, para trabalhar com Pe. Antônio Feliciano Teixeira, que era o Pároco. Foi para Carangola no mês de novembro de 1999 e trabalhou lá por dois anos e meio. Após esse período, D. Hélio o transferiu para a Paróquia Santa Efigênia, em Córrego Novo, MG, pois lá estava sem pároco. No dia 9 de junho de 2002, tomou posse em Córrego Novo, como seu segundo Pároco. Trabalhou nessa Paróquia durante quatro anos. Quando estava nessa Paróquia, D. Hélio o convidou para estudar na Itália e fazer um Mestrado em Direito Canônico. Ficou em Roma de agosto de 2006 até setembro de 2009. Residiu no Pontifício Colégio Pio Brasileiro, lugar destinado à acolhida de sacerdotes, que vão estudar em Roma. Retornando para o Brasil, D. Hélio o nomeou Vigário Paroquial da Paróquia São João Batista, Catedral, juiz auditor nos processos de nulidade matrimonial da nossa Diocese e professor de Direito Canônico no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário. Em 2011, D. Emanuel o nomeou Chanceler da Cúria Diocesana e, depois, Administrador Paroquial da Paróquia Senhor Bom Jesus, em Caratinga. Assumiu o seu ofício nessa Paróquia em outubro de 2011. Em janeiro de 2014, foi nomeado Pároco da mesma Paróquia, ficando nessa função até janeiro de 2016. Em janeiro de 2016, assumiu novamente o ofício de Vigário Paroquial da Catedral, para trabalhar com Padre Moacir Ramos Nogueira, que tomou posse como Pároco em janeiro de 2016. Além de Vigário, continua exercendo as funções de Chanceler, Juiz Auditor e Professor.    

São João Batista

São João Batista nasceu milagrosamente em Aim Karim, cidade de Israel que fica a 6 quilômetros do centro de Jerusalém. Seu pai era um sacerdote do templo de Jerusalém chamado Zacarias. Sua mãe foi Santa Isabel, que era prima de Maria Mãe de Jesus. São oão Batista foi consagrado a Deus desde o ventre materno. Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.

A importância de São João Batista

São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. João Batista era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.

Nascimento milagroso de São João Batista

A mãe de João Batista, Santa Isabel, era idosa e nunca tinha engravidado. Todos a tinham como estéril. Mas, então, o anjo Gabriel apareceu a Zacarias quando este prestava seu serviço de sacerdote no templo e anunciou que Isabel teria um filho e que este deveria se chamar João. Zacarias não acreditou e ficou mudo. Pouco tempo depois, Isabel engravidou como o Anjo havia dito.

 

Isabel e a Ave Maria

Nesse mesmo tempo, o anjo apareceu também a Maria e anunciou que ela seria a mãe do Salvador. Então, Maria foi visitar Isabel, pois o anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida. Quando Maria chegou e saudou Isabel, João mexeu no ventre da mãe e Isabel fez aquela maravilhosa saudação a Maria santíssima: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! De onde me vem que a mãe do meu Senhor me visite? (Lc 1-41-43) Esta saudação de Isabel, inclusive, se tornou parte da oração da Ave Maria.

Vida no deserto

Quando São João Batista ficou adulto, percebeu que chegara sua hora. Então, foi morar no deserto para rezar, fazer sacrifícios e pregar para que as pessoas se arrependessem. Vivendo uma vida extremamente difícil e com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, homem enviado por Deus. Ele sempre anunciava a vinda do Messias. Batizava a todos que se arrependiam e multidões sempre iam ver suas pregações no rio Jordão.

O batismo de Jesus

Por causa de seu carisma, algumas vezes o povo pensava que São João Batista era o Messias. Mas ele sempre dizia: Eu não sou o Cristo, eu não sou digno de desatar nem a correia de suas sandálias. (Jo. 1-27). Em outra passagem, ele disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (Jo.1-29) Quando o próprio Jesus, o verdadeiro Salvador, foi ao encontro de João Batista para ser batizado, São João disse: Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim? (Mt3-14). Mas Jesus confirmou e São João Batista batizou Jesus. Assim Jesus começou sua vida pública.

Prisão e morte de João Batista

Nas pregações de São João ele não poupava o rei local, Herodes Antipas, Rei fantoche de Roma na Peréia e na Galileia. João denunciava a vida adultera do rei. Herodes tinha se unido a Herodíades, sua cunhada. São João Batista denunciava também a vida desregrada de Herodes em seu governo.

São Marcos em seu evangelho narra que Salomé, filha de Herodíades, dançou para Herodes. O rei ficou deslumbrado com ela e disse que daria tudo o que lhe pedisse. Então Salomé fala com sua mãe e pede a cabeça de São João Batista numa bandeja. Herodes, triste, fez como havia prometido diante dos convivas. (Mar 6.14-29)

Devoção a São João Batista

São João Batista é o primeiro mártir da Igreja, e o último dos profetas. Sua festa é celebrada desde o começo da igreja, no dia 24 de junho. Ele é venerado como profeta, santo, mártir, precursor do Messias e arauto da verdade, custe o que custar. Sua representação é mostrada batizando Jesus e segurando um bastão em forma de cruz.

Oração a São João Batista

São João Batista, voz que clama no deserto, endireitai os caminhos do Senhor, fazei penitência, porque no meio de vós esta quem não conheceis, e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias. Ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão  daquele que vós anunciaste com estas palavras: Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo. São João Batista rogai por nós. Amém.